terça-feira, 17 de novembro de 2009

não sei se existe tempo para esquecer,
mas para deixar de amar, certamente existe.
A mentira fez-se presente aos teus olhos,
Assim, apagou-se naturalmente o brilho do teu ser.
A tarefa de parar, brigar comigo mesma, e posteriormente aceitar que o amor acabou, doeu.
Lutei com todas as forças.
Criei mundos, apaguei fatos,
Mas a mentira foi maior, vorazmente mais forte.
Pena.
Perdeu-se não somente palavras,
Foi- se ao vento minha razão....algumas lágrimas...e por alguns instantes, meu chão.

Essa mensagem é postuma....pq ja fazem 15 dias q acabou.
Apesar dos 5 anos que me dediquei inteiramente à você, chego a uma conclusão:

Acabou pra sempre.

domingo, 24 de maio de 2009

Quero


Eu quero!

Eu quero falar de amor.
Dos "desamores" e das paixões que a vida me deu.
Eu quero pirar de saudade
Despistar a vaidade e encontrar você.

Eu quero rir de mim mesma
Das palavras impensadas
Das insanidades da vida.

Mas...silêncio.
Eu preciso de um minuto de silêncio pra pensar.
Pra retomar o fôlego e voltar a gritar.
Pra colocar a cabeça sobre os ombros
e voltar a rimar.

Rimas
Rimas
Rimas
Quantas rimas seriam necessárias?

Nenhuma!

Porque teus olhos são verdes
E teus lábios vermelhos
Teu corpo é branco como a neve
E teus cabelos castanhos.

Nada de rima....
Porque rimar remete um ser igual.
E de gente igual o mundo esta cheio.


Anne

terça-feira, 21 de abril de 2009

passou


Hoje, minhas caminhadas são lentas e solitárias,
O plural foi deixado de lado,
Agora é tudo no singular.
Depois da tormenta me perguntei: -E agora?
Como serão os meus dias?
Cinza certamente! ...mas, mesmo na imagem gélida de uma solidão forçada eu ainda encontro forças.
Te vi materializada num sorriso infantil,
E sorri.
Vi tuas cores nas asas de uma borboleta que teimava em voar sobre minha cabeça.
Ouvi tua voz na melodia de uma canção triste,
E chorei.
De repente o tudo virou nada,
O claro ficou escuro,
O topo virou chão...
Tudo perdeu a essência.
... a aceitação e o conforto espiritual chegam com o tempo,
basta paciência e disciplina,
um dia tudo passa,
a dor
e o amor.

...versos de um pequeno grande amor...
Anne =]

domingo, 29 de março de 2009

Tesão


Sem dona**


..e mesmo nesta complexidade do meu ser existe espaço...[?]
>
> Existiam linguas sem palavras
> E palavras sem sentido
> Arrepio versus arrepios
> Boca
> Lingua
> Mãos
>
> Um olhar...
>
> O seu
>
> Fomos arrebatadas pela incerteza do desconhecido
> Mas o arrepio da pele e o secar da boca nos davam indícios do que estaria por vir
> Fogo
> Vermelho e quente
> Avassalador
> Teus olhos perderam os sentidos
> Teu corpo estremeceu
> Lábio no lábio
> Corpo na mão.
> Segundos transformados em eternidade
> Medo transformado em tesão.
> Desejo
> Fúria
> Desespero
>
> A cama branca e perfumada
> Aguardava ansiosamente o banquete
> Suor
> Lágrimas
> Sorrisos e gemidos
> Gotas e mais gotas
> De um tesão correspondido
> Deslizei
> Deslizamos
> Livres
> Entregue na pureza e inocência do momento
> Amor
> Aos litros
> Aos pulos
> Aos gritos
> Mordi teus lábios
> Toquei teu ser
> Lambi teu seio
> Por milésimos de segundos....me perdi
>
> Me encontrei nas tuas coxas
> Lavadas de um suor que me convidava
> Mergulhei sem rumo.

Anne

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Beijo


O beijo..

Muito além da minha lingua na tua
Existe o desejo...
Que cerca dois corpos, coloca arrepios na pele
E pensamentos desordenados na cabeça.

Dá-se o encontro dos lábios!
... quando os olhos se fecham e os corpos se encaixam, tudo acontece.
O chão some e a existência flutua.
São segundos transformados em eternidade,
por um simples enrolar de linguas.

Mistura-se a saliva,
Liberam-se os medos.
Encontros verso desencontros,
Gladiando-se num beijo.

Sensações afloram
E tudo o que o corpo é capaz de fazer
É exalar aquele cheiro que entontece, enlouquece
Nos entrega à aquela vontade louca de simplesmente despejar
Litros e mais litros de um tesão que se materializa no gozo.

De repente,
Um simples ir e vir ao mesmo tempo que nos prende,
Nos liberta.
É um mix de lágrimas e sorrisos,
Do tremor exagerado do corpo e das batidas descompassadas do coração.

Alguns segundos...
Os olhos se abrem.
A respiração descontrolada é abafada
Numa forma de poder esconder a alegria da explosão....

Por fim,
Ficam os espasmos...e a lembrança.

Anne.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

amor


eu beijei tua boca e sorri.
A partir daquele instante, meus medos foram resumidos a nada.
Eu mal sabia o que fazer, mas a loucura foi tomando conta, e quando dei por mim, parecia maestro, e tu, uma orquestra.
Existia loucura nos atos, eu sei. Mas também existia carinho. Fúria. Desejo.
De olhos fechados nada sabia.....deixava simplesmente que o momento tomasse conta...e que cada gota do suor que escorreu por nossos corpos,fosse devidamente saudada.
Eu toquei teu corpo,
Eu beijei tua boca,
Eu cheguei ao céu.
Tua timidez de nada serviu.
Eu vi tua face ficar levemente corada, e numa fração de segundos, ficar vermelha como brasa.
Eu senti tuas mãos suarem, e vi também tuas pernas ficarem bambas.
Teu corpo refletia nitidamente o que se passava em sua mente.
Notei quando tua lingua contornou teu lábio superior....e o movimento lento e turvo dos teus olhos.
Tuas mãos pareciam perdidas...buscando loucamente teus cabelos...e posteriormente minha nuca.
Nossas bocas se encontraram!
Nossos corpos se encontraram!
Eu pude sentir as batidas do seu coração.
Naquele momento tudo virou poesia.
Teu corpo nu, entregue, esperando impacientemente por um momento de prazer.
Meu toque foi leve, desesperadamente macio.
Percorri teu corpo num olhar calmo, toquei teu seio com a boca molhada.
Estavam robustos, mamilos durinhos, gritando: Esqueça o mundo e venha pra mim. Beijei, lambi, mordi.....toquei cada centímetro do teu ser....
Quente, molhado, enlouquecedor.
Teu gemido baixinho parecia melodia, que rasgava o silêncio, arrepiava meu corpo...me deixava maluca.
Assim ficamos, buscando fisicamente mesmo que, por milésimos de segundo, estar realmente dentro uma da outra. E estávamos.
Eu amei teu ser como a mim mesma. E do teu prazer recebi o maior...e o melhor de todos os prazeres.
Teu gosto permaneceu na minha boca, teu cheiro permaneceu pelo meu corpo.
Tuas mãos nos meus cabelos.
Novamente,
te amei.

Anne Velásquez

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Mulher

Felicidade! A maturidade me veio um tanto cedo, porém, cobrou um preço alto.
Hoje, não me vejo como um todo menina, assim, como não sou de tudo mulher.
Os olhinhos brilhantes daquela pequena não me fogem a mente, mas prefiro outros mares.
Prefiro seios de mulher. Daquelas que já amamentaram a vida, já sentiram na pele calafrios que por hora desconheço.
Não tenho aptidão para ensaios, eu gosto mesmo é de concertos. Daqueles que ao fim, bota todo mundo de pé, com sorrisos largos nos lábios...e aplausos nas mãos.
Assim é mulher.
Longe de ti, nada sou.
É como ter o mundo aos pés, e não saber andar.
É como ter música livre aos ouvidos, e não ter voz para cantar.
Ah mulher, que encantas....Longe de ti nada sou.
É no teu colo que me encontro,
Nos teu gemidos que vivo,
No teu prazer que me inspiro.
E a vida nos fez assim....
Te fez mulher, pra mim.....
e como brincadeira de criança, fez-me mulher: Para ti.

O que me faz diferente não é o fato de ser mulher e amar a beleza feminina. A diferença está em amar as sensações que a fragilidade de um corpo feminino me proporciona, e não as formas do corpo de quem dorme ao meu lado.